12/11/2011 06h26 - Atualizado em 12/11/2011 08h59

Da película ao chip eletrônico: a formação da imagem fotográfica

Tecnologia acelerou o processo, permitindo agilidade e versatilidade

O processo de armazenamento e registro da imagem mudou completamente desde a criação da câmera digital. A captura da imagem passou da película ao chip eletrônico e, sua revelação do processo químico para a impressão digital. Professor de fotojornalismo do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, Weiler Finamore Filho, explica que a diferença na formação da imagem digital será de acordo com o meio em que ela é registrada, já que a incidência da luz é a mesma.

Weiler é professor de fotojornalismo da PUC-Rio (Foto: Camille Valbusa)Weiler é professor de fotojornalismo da PUC-Rio
(Foto: Camille Valbusa)

Na câmera digital, a imagem é formada a partir de um sensor do tipo CCD, dispositivo responsável pelo registro da imagem. Esse dispositivo consiste em um chip eletrônico composto por milhões de nano células sensíveis à intensidade da luz, que incide no momento em que batemos a foto. Finamore explica que a partir disso, cada célula através do software da máquina, gera um identificador numérico (digital) que salva eletronicamente as variações de luz capturadas. Cada pixel será responsável por reproduzir essas nuances e, o conjunto de pixels forma a imagem. “Os megapixels são na verdade o conjunto de todas essas nanocélulas organizadas e construídas no sensor das máquinas”, diz Finamore.

Outra novidade no digital é o ISO, ou a conhecida ASA, que é a sensibilidade do filme usado em câmeras analógicas. De acordo com a luminosidade do ambiente que o fotógrafo vai fotografar ele coloca um filme mais sensível (ISO mais alto) ou um que precise de menos luz (ISO baixo). Finamore ressalta que o ISO no digital se transforma em um terceiro recurso importante, além do diafragma e velocidade do obturador. “Você pode controlar o ISO da máquina a hora que quiser, na película era fixo por filme”, pontua o professor.

O tipo de lente, quantidade de megapixels, sensor e a própria câmera vão definir a qualidade da fotografia. Finamore ressalta que ainda há o debate entre fotógrafos quanto a qualidade da imagem no digital. O professor ressalta que na câmera digital, a luz e todas suas nuances sofrem um processamento eletrônico antes da formação da imagem. “A foto dependerá de cada tecnologia ou qualidade da câmera. Já no analógico, o processo de formação é químico e mecânico”, defende o professor, um amante da fotografia analógica que não deixou de usar sua Nikon de 1968.

Rudy Trindade em cobertura de jogo  (Foto: Divulgação/ Carlos Moraes)Rudy Trindade em cobertura de jogo
(Foto: Divulgação/ Carlos Moraes)

Para o fotógrafo Rudy Trindade, que trabalha diariamente com fotografia, o digital lhe oferece velocidade, facilidade de ajustes e garantia de fazer a foto certa. “Permite refazer imediatamente a foto se você não gostou do resultado”, afirma Rudy. O fotógrafo diz que não tem opção, pois o mercado jornalístico não comporta espera e, a premência de resultados é grande. “Por tudo que o mundo globalizado precisa é raro utilizar filmes”, declara.

Finamore concorda que a fotografia digital facilita em todos os sentidos no que diz respeito ao fotojornalismo. “Versatilidade, agilidade e praticidade são filhas destes tempos modernos”, brinca. Além disso, o baixo custo de manutenção do digital é outro atrativo. Rudy diz que o digital permite que mais pessoas tenham acesso a fotografia, mas, para ele, a profissão não perde com isso. “O olhar e a técnica continuam sendo os fatores mais importantes”, declara.

O professor acredita que esse debate é um fator positivo, pois a fotografia sai sempre ganhando. “Se existe o melhor significa que analógico ou digital evoluíram”, diz. E mesmo que esse debate não exista, para Finamore, ainda temos então duas opções de tecnologia para fazer o que os fotógrafos fazem de melhor: “Capturar olhares distintos de uma mesma realidade em que todos estão inseridos”, declara.

Ipea mostra que consumo de energia da indústria é ineficiente

abril 20th, 2011 by Anna AlbuquerqueLeave a reply »

Alguns setores da indústria brasileira estão gastando cada vez mais energia para produzir a mesma quantidade de reais. A constatação foi feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consta do estudo Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano, divulgado hoje. O relatório mostra que a indústria nacional anda no sentido oposto ao desejável, que é perseguido pela maioria das indústrias mundiais: produzir mais sem aumentar o consumo de energia.

- Alguns ramos do setor industrial, em especial ferro-gusa, minerais não metálicos, aço, papel celulose e, em menor intensidade, indústria química, estão gastando mais energia para produzir a mesma quantidade de reais. Ou seja, a intensidade energética deles tem aumentado, quando no mundo todo ela tem sido reduzida – disse o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa Santos.

De acordo com o pesquisador, como o setor industrial demanda 35% da geração de energia nacional, “acabamos demandando mais energia, mais produção de energia e mais investimento em geração de energia, em vez de economizarmos e de termos uma maior eficiência energética”.

A solução, segundo ele, é investir em processos industriais, inovação tecnológica, substituição de equipamentos por modelos mais eficientes e, ainda, combinar isso com a oferta de produtos menos intensivos em energia. Esse tipo de preocupação, afirma Gesmar, já faz parte das grandes indústrias brasileiras mas, no geral, “a coisa ainda está no início” entre as demais. “AConfederação Nacional da Indústria (CNI) já se mostrou bastante interessada nessa questão, bem como a Eletrobras. Há também linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizando recursos para que as empresas façam essa modernização, para que economizem energia”, disse o pesquisador.

Ipea mostra que consumo de energia da indústria é ineficiente

abril 20th, 2011 by Anna AlbuquerqueLeave a reply »

Alguns setores da indústria brasileira estão gastando cada vez mais energia para produzir a mesma quantidade de reais. A constatação foi feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consta do estudo Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano, divulgado hoje. O relatório mostra que a indústria nacional anda no sentido oposto ao desejável, que é perseguido pela maioria das indústrias mundiais: produzir mais sem aumentar o consumo de energia.

- Alguns ramos do setor industrial, em especial ferro-gusa, minerais não metálicos, aço, papel celulose e, em menor intensidade, indústria química, estão gastando mais energia para produzir a mesma quantidade de reais. Ou seja, a intensidade energética deles tem aumentado, quando no mundo todo ela tem sido reduzida – disse o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa Santos.

De acordo com o pesquisador, como o setor industrial demanda 35% da geração de energia nacional, “acabamos demandando mais energia, mais produção de energia e mais investimento em geração de energia, em vez de economizarmos e de termos uma maior eficiência energética”.

A solução, segundo ele, é investir em processos industriais, inovação tecnológica, substituição de equipamentos por modelos mais eficientes e, ainda, combinar isso com a oferta de produtos menos intensivos em energia. Esse tipo de preocupação, afirma Gesmar, já faz parte das grandes indústrias brasileiras mas, no geral, “a coisa ainda está no início” entre as demais. “AConfederação Nacional da Indústria (CNI) já se mostrou bastante interessada nessa questão, bem como a Eletrobras. Há também linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizando recursos para que as empresas façam essa modernização, para que economizem energia”, disse o pesquisador.

Inventário Nacional das Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários

abril 15th, 2011 by Anna AlbuquerqueLeave a reply »

Pesquisa abrange as emissões entre 1980 e 2009, fazendo previsões para o período entre 2010 e 2020

O IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente) apresentou o 1º Inventário Nacional das Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, pesquisa realizada por dois anos sobre as emissões veiculares no Brasil entre 1980 e 2009 e com projeções para o período entre 2010 e 2020.

Inventário mostra com gráficos e tabelas as emissões de gases poluentes pelos veículos do país.

O objetivo da pesquisa é subsidiar a atuação do poder público e da própria sociedade no planejamento, implantação e acompanhamento de políticas voltadas à melhoria de qualidade ambiental e atenuar as mudanças climáticas.

Segundo a pesquisa, os grandes índices de poluição são causados principalmente pelo aumento expressivo da motorização individual e o transporte de cargas. Assim, seria necessário adotar novas políticas de controle.

A metodologia utilizada para a contagem de energia leva em consideração o histórico de venda de veículos novos, os combustíveis utilizados e a intensidade de uso, entre outros fatores.

Os resultados da pesquisa indicam que até 2020 ainda haverá um crescimento na frota, com uma mudanças do combustível utilizado – carros movidos à gasolina são responsáveis por 71% das emissões de CO 2009, enquanto o etanol foi responsável por 18%. Em 2020, 47% da emissão seria de carros movidos à gasolina e 33% dos movidos à etanol. Outros gases poluentes estudados na pesquisa são os óxidos de nitrogênio, de aldeídos, de hidrocarbonetos não-metano, de metano, de dióxido decarbono e de material particulado.

Para mais informações, visite o site www.energiaeambiente.org.br

Fonte: Atitude Sustentável

Inventário Nacional das Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários

abril 15th, 2011 by Anna AlbuquerqueLeave a reply »

Pesquisa abrange as emissões entre 1980 e 2009, fazendo previsões para o período entre 2010 e 2020

O IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente) apresentou o 1º Inventário Nacional das Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, pesquisa realizada por dois anos sobre as emissões veiculares no Brasil entre 1980 e 2009 e com projeções para o período entre 2010 e 2020.

Inventário mostra com gráficos e tabelas as emissões de gases poluentes pelos veículos do país.

O objetivo da pesquisa é subsidiar a atuação do poder público e da própria sociedade no planejamento, implantação e acompanhamento de políticas voltadas à melhoria de qualidade ambiental e atenuar as mudanças climáticas.

Segundo a pesquisa, os grandes índices de poluição são causados principalmente pelo aumento expressivo da motorização individual e o transporte de cargas. Assim, seria necessário adotar novas políticas de controle.

A metodologia utilizada para a contagem de energia leva em consideração o histórico de venda de veículos novos, os combustíveis utilizados e a intensidade de uso, entre outros fatores.

Os resultados da pesquisa indicam que até 2020 ainda haverá um crescimento na frota, com uma mudanças do combustível utilizado – carros movidos à gasolina são responsáveis por 71% das emissões de CO 2009, enquanto o etanol foi responsável por 18%. Em 2020, 47% da emissão seria de carros movidos à gasolina e 33% dos movidos à etanol. Outros gases poluentes estudados na pesquisa são os óxidos de nitrogênio, de aldeídos, de hidrocarbonetos não-metano, de metano, de dióxido decarbono e de material particulado.

Para mais informações, visite o site www.energiaeambiente.org.br

Fonte: Atitude Sustentável

Lei da ficha limpa está na pauta de julgamento

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Revista IDEIAS. Política, Economia & Cultura do Paraná

Por Débora Zampier, da Agência Brasil:

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a analisar nesta semana a legalidade da Lei da Ficha Limpa. As três ações que tratam do tema são os primeiros itens da pauta da próxima quarta-feira (9), mas ainda existe a chance de os processos serem retirados ou de não serem chamados para julgamento. A relatoria é do ministro Luiz Fux.

A ação principal é da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que quer a legalidade de todos os pontos da lei, a fim de que ela seja aplicada sem restrições nas eleições municipais de 2012. O PPS também entrou com uma ação para garantir a legalidade da norma no ponto que trata sobre a retroatividade, para atingir casos anteriores à edição da lei.

O terceiro processo sobre o tema, no entanto, pede que o STF declare inconstitucional uma regra da Lei da Ficha Limpa que prevê a inelegibilidade de quem foi excluído do exercício da profissão por decisão do órgão profissional competente devido a uma infração ético-profissional. Essa ação é da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL).

A OAB quer que os ministros do Supremo analisem todos os pontos da Lei da Ficha Limpa, para que os julgamentos não se limitem ao caso de cada político. Além da retroatividade da lei, outro ponto controverso é o princípio de presunção de inocência, ou seja, se a condenação por crimes em segunda instância é suficiente para tirar um político da disputa eleitoral.

Em entrevista recente, Luiz Fux disse que vai analisar todas as questões sobre o caso e que as eleições do próximo ano ocorrerão com regras claras sobre o assunto. “Eu vou julgar todas as questões, não vai ficar nenhuma dúvida. Não vai ficar pedra sobre pedra. As eleições vão se realizar com pleno esclarecimento da população sobre o que se pode ou não fazer, quem pode se candidatar e quem não pode”.

A Lei da Ficha Limpa, projeto de iniciativa popular, entrou em vigor em junho do ano passado, depois de conseguir o apoio de mais de 2 milhões de brasileiros. Sua legalidade foi atestada pela Justiça Eleitoral, e a norma acabou barrando diversos políticos nas eleições de 2010. A validade da lei começou a ser analisada no STF no ano passado, mas foi só em 2011 que a Corte decidiu que a norma deveria esperar um ano para produzir efeitos porque alterava o processo eleitoral. Vários políticos que tiveram o registro negado foram liberados e puderam tomar posse.

Edição: Graça Adjuto

Como jogar fora… remédio vencido

(Foto: Tom Varco)

Todo mundo tem (ou já teve) remédio vencido em casa. Ele geralmente fica em caixinhas no fundo do armário – e só notamos sua existência na hora de fazer aquela faxina no guarda-roupa. Mas e aí, o que fazer com os medicamentos vencidos? Já me fiz esta pergunta mais de uma vez. Alguns colegas também já tiveram a mesma dúvida. Decidimos então esclarecer a questão coletiva em mais uma edição do “Como jogar fora…”, uma série informativa que, toda segunda-feira, traz ao Blog do Planeta explicações sobre o descarte de diferentes materiais. Desta vez, perguntamos à indústria farmacêutica.

Há dois locais adequados para jogar remédio vendido, segundo Jair Calixto, gerente de boas práticas do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma). O primeiro é o vaso sanitário. Neste caso, o ideal é triturar o remédio antes de despejá-lo na privada. O segundo é o lixo comum mesmo. Basta jogar os comprimidos como eles saem da embalagem.

Mas o procedimento é seguro? Quando jogado no vaso, o remédio libera suas propriedades químicas na água. Isso não contamina a rede de esgoto? Estamos bebendo água infestada de hormônios de pílulas anticoncepcionais ou de substâncias usadas em medicamentos controlados com tarja preta? E no solo dos aterros sanitários, qual o impacto desses produtos? Eles chegam até o lençol freático? “O volume descartado pelo consumidor é muito pequeno. O impacto não é significativo”, diz Calixto. “Além disso, o efeito farmacológico dura até a data de validade. Se o produto vai para o esgoto ou para a terra, irá se degradar”.

Quem define onde jogar medicamentos vencidos não é o Sindusfarma. A responsável pela norma que trata do descarte dos remédios é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É ela quem diz que esses produtos devem ir para o lixo comum ou para o vaso sanitário. A despeito de haver uma regulamentação, ainda há muitas dúvidas sobre os efeitos de jogar esses medicamentos sem restrições. O próprio Calixto concorda. Ele diz que não existe sequer uma tecnologia especializada para medir o impacto dos resíduos químicos na natureza. “No futuro, talvez a gente saiba com mais precisão”.

Uma possível saída para os remédios vencidos em casa é tratá-los exatamente como a indústria farmacêutica lida com seus resíduos químicos: mandar para a incineração ou aterro especializado, com camadas de proteção do solo mais resistentes a contaminações. O desafio, neste caso, é a logística do descarte. Concentrar nas mãos de poucos a responsabilidade pelo recolhimento dos remédios poderia criar um mercado paralelo de venda de medicamentos controlados. Resolveria um problema ambiental para criar outro de saúde pública. “No mundo dos sonhos, o ideal seria não jogar nada no meio ambiente”, afirma Calixto. “Tudo tem seu risco, né?”.